Disciplina - Educação Física

Biribol


Trajetórias históricas do Biribol


Pode-se dizer que o Biribol surgiu como um esporte alternativo, ou seja, todos aqueles que não são praticados habitualmente (ESCÁMES, 1998, p. 11).

Em meados da década de 1950 um grupo de amigos se reunia aos finais de semana na casa dos amigos para uma simples confraternização, onde neste grupo de amigos se encontrava Dario Miguel Pedro, que nas devidas circunstancias, por ser integrante do time de voleibol da cidade.

Porém, por ser um atleta, precisavam encontrar algo que lhe distraísse e também chamasse a atenção de seus amigos. Foi então que teve a ideia de usar a piscina da casa com mais um dos amigos, e de posse de uma bola qualquer se fez uma linha imaginaria que dividia a piscina em duas partes iguais, como uma quadra e preconizaram a regra que determinava, quando a bola caísse na água de um dos lados, o ponto seria para quem tivesse efetuado o lance.

Depois de um tempo da brincadeira, ele conseguiu com que seus amigos notassem a mesma e se interessassem por ela; assim ele começou a notar as dificuldades e facilidades da brincadeira, observando seus amigos, assim a brincadeira se tornou característica das confraternizações.

De acordo com as necessidades, tiveram que substituir a linha imaginária por um cordão amarrado em cadeiras nas laterais, pois a linha imaginária já estava gerando discussões, consequentemente foi obrigado a procurar alguém que lhe fizesse algo parecido com uma rede de vôlei, só que em proporção as medidas da piscina, mas, pelas dificuldades de acesso e outras mais, a mesma foi feita por um pescador.

Neste ponto da brincadeira Dario observava que o jogo já estava tendo algumas boas disputas e no momento ele havia estipulado o número de quatro jogadores para cada lado, assim começou a notar também que a piscina utilizada até então não era perfeitamente adequada para a prática, pois um dos lados da piscina era mais fundo que o outro, tendo 120 cm de um lado e 100 cm de outro, onde no lado mais raso notava-se certa dificuldade quanto à execução dos movimentos dos jogadores, principalmente a falta de equilíbrio que esta profundidade lhe proporcionava, assim era comum que os integrantes do lado mais raso caíssem sobre a rede ou tocassem nela, validando o ponto para equipe adversária.

Com a brincadeira conquistando cada vez mais os amigos, Dario começou a procurar mais amigos que tivessem piscinas em casa, que na época eram feitas apenas por status, pois onde a população frequentava mesmo as piscinas eram em clubes. Após ter feito varias experiências em vários tipos de piscina, Dario teve a grande oportunidade de tentar fazer a piscina ideal, pois, um de seus amigos que participava da brincadeira, iria construir uma casa e pediu para que Dario fizesse o desenho da piscina ideal para a pratica do então Frescobol.
ícone voltar ao topo

O surgimento das medidas

De acordo com o número de participantes, Dario sugeriu que a piscina tivesse 7.60 x 3.80 x 1.20, tendo até então um resultado espetacular, pois cada vez mais, um maior número de pessoas queria praticar. Mas com o tempo Dario notou que ainda não tinha chegado à medida ideal da piscina. Após algum tempo ele conseguiu autorização para fazer outra piscina, mais desta vez no Pérola Clube, um clube da cidade, talvez sem nem ele perceber a brincadeira já estava tomando maiores dimensões, pois o mesmo já estava inserindo-a em um clube.

Com esta grande oportunidade Dario, com suas observações, teve a ideia de aumentar as medidas da piscina para 8.80 x 4.40 x 1.30, ele relata que naquela época construir uma piscina de alvenaria era mais caro do que um carro novo. Infelizmente Dario errou nas medidas, mas acertou a profundidade, assim, em outra ocasião ele redimensionou as medidas para 8.0 x 4.0 x 1.30, tornando-as padrão e criando um novo nome para o jogo: BIRIBOL.

Um amigo de Bauru pediu para que Dario divulgasse mais o jogo que ele havia criado, para que aquele jogo não ficasse apenas na cidade de Birigui; Dario não acreditava que alguém de fora se interessaria pela prática, mas não foi isso que ocorreu. O prefeito de Bauru, irmão desse seu amigo, foi o primeiro a construir a piscina nas proporções para o biribol fora de Birigui; hoje a cidade de Bauru conta com mais de mil piscinas de biribol.

Com um número cada vez maior de praticantes, Dario logo conseguiu registrar o biribol como um esporte, mais exatamente no ano de 1968, sua visão foi aumentando diante dos benefícios do biribol, pois com a grande colaboração do nosso clima tropical, notou-se que com ele a interação, socialização e quebra de preconceitos quanto a peso, tamanho, etnia, tinham se rompido.

Vendo uma reportagem em um Jornal sobre afogamentos, que dizia que a grande parcela de mortes por afogamento, era decorrente de pessoas que não sabiam nadar (85%), então Dario lembrou-se do quanto o esporte aquático, em um todo, foi importante na sua vida, principalmente quando criança, já que era asmático.

Diante desses fatos, ele conseguiu conciliar o biribol com a natação, já que, para a prática do biribol não era preciso saber nadar, pois os jogadores ficavam em pé dentro da água, assim sendo, servia tanto para o incentivo às pessoas que não sabiam nadar praticar um esporte aquático, quanto para a iniciação à natação. Com tamanha aceitação, Dario queria levar o esporte a reconhecimento nacional, manteve contatos com vários políticos, onde levava até eles o esporte biribol e seus benefícios num todo.

Durante esta jornada Dario teve grande contato com o Presidente do Senado Jarbas Passarinho e sua esposa D. Ruth Passarinho, na qual se encarregou em ser a madrinha do biribol no senado, devido sua grande paixão pela modalidade, chegando até a fazer campeonatos entre membros do senado. Com o passar dos anos a piscina começou a ser fabricada por Fiberglass (Fibra de Vidro), assim Dario se entusiasmava cada vez mais com a evolução e a aceitação da modalidade nas cidades onde o esporte era apresentado, sendo incluso em vários clubes do Brasil.
ícone para voltar ao topo

Fundação da Liga Nacional de Biribol

Em 1999 surgia a Liga Nacional de Biribol, no entanto a primeira e única entidade representativa da modalidade em todo Brasil, sendo seus fundadores Egmar Marão (Votuporanga), Eduardo Modesto (Andradina) e José Dante (Araçatuba).

Todos os ex-atletas da modalidade, conhecendo as deficiências burocráticas da modalidade e com fins de expandir o biribol, fundaram esta entidade existente até hoje, onde sua maior conquista até hoje foi incluir o biribol nos jogos regionais e jogos abertos, onde, por exigência da Secretaria de Esporte do Estado de São Paulo, foi obrigatório em sua primeira participação e para se manter como modalidade oficial dos jogos, contar com no mínimo 80 equipes no total entre as Oito regiões; com todos esses feitos a Liga também organiza todas as etapas do Campeonato Brasileiro de Biribol.

A partir do surgimento da Liga o biribol evoluiu significadamente, tanto que os grandes centros esportivos começaram a buscar equipes do interior paulista, na qual as equipes eram contratadas para representar a cidade, assim tendo uma melhora do nível técnico, onde logicamente os melhores times representam.

Ainda hoje é um esporte amador, sendo muito difícil de ser trabalhado, como todo esporte amador, com difícil apoio das secretarias estaduais, patrocinador, entre outros. Porém, como todo esporte amador passa por mudanças ao passar do tempo, no biribol não foi diferente, pois a Liga teve um papel importantíssimo nisso, tornando o esporte mais competitivo em termos de técnica e força. A Liga também modificou a forma de contagem dos pontos, passando de 15 pontos com vantagem, para 21 pontos corridos, assim como é no vôlei.

Quanto ao crescimento em números de equipes ao se fundar a Liga, é algo muito significante, pois Egmar Marão lembra que no início, poucas eram as equipes no estado, principalmente no interior, onde foi fundado, porém, em pesquisa recente foi constatado que 92 equipes participam dos jogos regionais nas oito regiões, considerando que, haveria uma equipe por cidade, porém a realidade é outra, como já citado, algumas cidades do interior chegam a ter mais de três equipes em um só município, sendo que apenas uma representará a cidade.
ícone para o topo

Regras

EQUIPES PARTICIPANTES

1.1. EQUIPES


1.1. COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES


1.1.1. Equipe
Pode ser composta por 04 no mínimo e 08 jogadores no máximo, um Técnico, um Assistente Técnico, um Preparador Físico, um médico e um massagista.

1.1.2. Capitão
Um dos jogadores, é o capitão da equipe, devendo ser registrado como tal, na súmula de jogo. Não tem uma identificação diferenciada dos demais atletas, porém é identificado na súmula.

1.1.3. Área de jogo
Apenas os jogadores registrados na súmula de jogo podem entrar na área de jogo e participar do mesmo. A composição da equipe não pode ser modificada após o capitão da equipe e o Técnico ou seu representante legal terem assinado a súmula de jogo.

1.2. COLOCAÇÃO DA EQUIPE
Os jogadores que não começarem jogando uma partida deverão sentar-se no seu banco de reservas ou permanecer na sua área de aquecimento. O Técnico e os restantes membros da equipe devem sentar-se no banco, sendo somente o Técnico podendo abandonar o banco e ficar em pé, passando instruções à seus atletas, desde de que não atrapalhe o andamento da partida. Os bancos das equipes estão localizados próximos da mesa do marcador, dentro da zona livre.

1.3. MEMBROS AUTORIZADOS

Apenas os membros da equipe (que estão relacionados na súmula) são autorizados a sentar-se no banco durante os jogos.

1.4. AQUECIMENTO

Os jogadores que não se encontrarem em jogo podem aquecer sem bola (na área de aquecimento durante o jogo).

1.5. INSTRUÇÕES DURANTE OS TEMPOS
Os atletas se dirigem á beira da piscina próximo ao banco de reservas na zona livre para receber instruções de seus representantes legais, os atletas reservas podem participar dos tempos juntos com os demais, sem adentrar na piscina.

1.6. INTERVALOS ENTRE SET

Durante os intervalos entre os sets os jogadores podem utilizar bolas dentro da zona livre.

1.7. EQUIPAMENTO
Compõem-se de sungas e toucas.

1.7.1. Sungas

A cor e o desenho das sungas, não necessariamente tem que ser iguais.

1.7.2. Toucas
As toucas tem que ser todas de cor iguais, devem ser numeradas de 1 a 8 e estampados nas duas laterais das toucas. Os números devem ser de cor viva e contrastante com as toucas e ter tamanho visível para os árbitros que dirigem a competição.

1.7.2. Mudanças de Equipamento
O primeiro árbitro pode autorizar um ou mais jogadores. A mudar de touca, quando a mesma for rasgada no intervalo entre os sets ou após substituição, com a condição do modelo, cor e número serem os mesmos.

1.7.4. Meias
O uso de meias é permitido se solicitado pelo atleta.

1.7.5. Objetos Interditos

É proibido usar objetos que possam causar lesões ou possibilitar vantagens artificiais aos jogadores. Os jogadores poderão, sob sua inteira responsabilidade e risco, usar óculos (que não estilhacem as lentes) ou lentes.

1.8. RESPONSÁVEIS DAS EQUIPES

O capitão da equipe e o técnico são ambos responsáveis pela conduta e disciplina dos membros da sua equipe.

1.8.4. Capitão
§ - 1 Antes do Jogo
O capitão da equipe assina a súmula de jogo e representa a sua equipe no sorteio.

§ - 2 Durante o Jogo
O capitão de equipe exerce a função de capitão em jogo desde que esteja no local de jogo. Quando o capitão de equipe não se encontra no local do jogo, o Técnico ou seu representante legal em campo, indica um novo para assumir a funções de capitão em jogo. Este capitão mantém as suas responsabilidades até que seja substituído, sempre tendo a obrigatoriedade de ter um capitão dentro da piscina.

Quando a bola se encontra morta (fora de jogo) o capitão em jogo, e apenas este, está autorizado a falar com os árbitros.

§ - 3 Pedido de explicação
Para pedir uma explicação sobre a aplicação interpretação das regras, assim como colocar questões ou perguntas dos seus colegas de equipe. No caso de não concordar com a explicação pode decidir contestar tal decisão, expressando de imediato, ao 1º árbitro, que se reserva no direito de, no fim da contestação, registrar na súmula de jogo a oficialização do protesto;

§ - 4 Pedido de autorização
a) Para verificar as posições das equipes.
b) Para controlar as condições da superfície de jogo (nível da água), da rede, das bolas, etc.
c) Para solicitar os tempos e as substituições.

§ - 5 Final do jogo
O capitão da equipe comprimento os árbitros e assina a súmula de jogo para ratificar o resultado; Se previamente e em devido tempo tiver notificado o primeiro árbitro, pode confirmar por escrito na súmula de jogo um protesto oficial, referente à aplicação ou interpretação das Regras.

1.8.2. Técnico

§ - 1. Antes do jogo
O técnico registra ou verifica os nomes e números dos jogadores inscritos na súmula de jogo, assinando-a de seguida.

§ - 2. Durante o jogo
O técnico dirige o jogo da sua equipe de fora da piscina. Decide das formações iniciais, as substituições e os tempos para dar instruções. Nestas funções relaciona-se com o segundo árbitro ou mesmo com o primeiro árbitro.

§ - 3. Antes de cada set
Entrega ao apontador ou ao segundo árbitro a ficha de formação devidamente preenchida e assinada (quando tiver).
Senta-se no banco da sua equipe, no lugar mais perto do marcador, podendo, no entanto, deixar essa posição.

§- 4 Solicita os tempos e as substituições
Pode, assim como os outros membros da equipe, dar instruções aos jogadores que se encontram na piscina. O treinador pode também dar as instruções de pé ou andar na zona livre em frente ao seu banco, desde que não perturbe ou retarde o jogo.

1.8.3. Assistente Técnico

O Assistente Técnico senta-se no banco da equipe, sem direito de intervenção no jogo.

No caso de o técnico ter de abandonar a equipe, o Assistente Técnico pode assumir as suas funções a pedido do capitão em jogo e após autorização do primeiro árbitro.
ícone para voltar ao topo


Este conteúdo foi acessado em 05/08/2010 do sítio: Liga Nacional de Biribol.Todas as modificações posteriores são de responsabilidade do autor da matéria.
Recomendar esta página via e-mail: