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Saltos Ornamentais

História dos Saltos Ornamentais
Posições básicas do corpo
Acrobacias com menos impacto
Regras
Local, táticas e equipamentos

História dos Saltos Ornamentais

Os moradores do litoral grego inventaram antes de Cristo e até hoje tem gente "voando" de plataformas e trampolins para a água. Os saltos ornamentais têm sua origem na Grécia Antiga, onde os moradores do litoral mergulhavam de rochedos para o fundo do mar. De lá, a prática foi iniciada no norte da Europa, principalmente na Alemanha e na Suécia, onde a ginástica era muito popular.

A modalidade estreou nos Jogos Olímpicos de Saint Louis, em 1904, somente com provas masculinas. A partir de 1912, em Estocolmo, as mulheres começaram também a competir. Até a Primeira Guerra Mundial os suecos e alemães dominaram o esporte. Após a guerra, os americanos se sobressaíram e, a partir dos anos 90 iniciou-se o domínio chinês. Desde os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, os saltos ornamentais têm sido um dos seis esportes mais concorridos pelo público.

Brasil - Os saltos ornamentais estavam entre os cinco esportes em que o país se fez representar em sua primeira participação olímpica, nos Jogos da Antuérpia, na Bélgica, em 1920. A primeira competição nacional da modalidade foi realizada em 1913, a na enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro, e o vencedor, Adolfo Wellisch, estava na equipe que foi para a Antuérpia.

Fonte: Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos


Salto Ornamental é um esporte individual que consiste em saltar de uma plataforma elevada, fixa ou não (trampolin), em direção a uma piscina, realizando uma série de movimentos acrobáticos e estéticos. Tem uma certa semelhança com a ginástica olimpíca.

A altura da plataforma, em competições, chega a 10 metros. Os saltos são avaliados por sete juízes, que atribuem notas de 0 a 10 considerando quisitos como dificuldade nas manobras e o posicionamento do atleta ao cair na água. Cada atleta salta três vezes, sendo que são descartados o melhor e o pior salto. Sua nota é a média das notas dos sete juízes.

No século XVII, ginastas da Suécia e da Alemanha tiveram a ideia de fazer acrobacias mais ousadas pulando na água. Provavelmente desde a antiguidade, saltar na água de lugares altos como penhascos era uma forma de divertimento. Foi encarada como brincadeira até 1883, quando foram disputadas, na Inglaterra, as primeiras competições da categoria. Em 1901 foi fundada a Associação Amadora de Saltos. Passou a seu um esporte olimpíco nas Olimpíadas de Saint Louis, em 1904.

As regras dessa modalidade tiveram poucas modificações desde sua concepção.


Fisicamente, o salto ornamental exige elasticidade, coordenação e equilíbrio. As partes mais exigidas do saltador são os joelhos e o tendão de Aquiles. Deve ser feito um trabalho especial para fortalecer os joelhos e os quadris. No treinamento, além do ensaio dos movimentos, é necessária muita concentração.

O saltador deve ter, como um pré-requisito, o pescoço comprido, com um bom desenvolvimento muscular, e uma cabeça pequena, que possa ser coberta por seus braços no encontro com a água. Porém, o ideal é que não tenha uma grande estrutura física.

Algumas posições básicas do corpo são obrigatórias, como:

  • Grupada – salto com os joelhos juntos, voltados para o peito, com o corpo dobrado nos joelhos e quadris.

  • Esticada – corpo reto.

  • Livre – combinação das posições básicas.

  • Carpada – pernas retas e corpo dobrado na cintura.

Os saltos podem ser: para frente, para trás, reversos, para dentro, parafusos e equilíbrio do braço.

Fonte: InfoEscola

Acrobacias com menos impacto


Nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000, uma nova categoria foi introduzida: os saltos sincronizados. Duplas de homens e mulheres saltando simultaneamente e sendo julgados, não apenas pela qualidade técnica, estilo e grau de dificuldade do salto, mas também pelo sincronismo entre os parceiros.

A primeira participação em Jogos Olímpicos foi em Saint Louis 1904. Em Sidney 2000, a prova de saltos sincronizados passou a fazer parte do programa Olímpico.

Regras

Os saltos ornamentais consistem em um mergulho de um trampolim ou de uma plataforma em uma piscina. Eles são avaliados por sete juízes que distribuem notas de acordo com a técnica e a habilidade do atleta no movimento. Vence aquele que conseguir a maior nota entre todos os concorrentes.

Existem três tipos de provas olímpicas:
  • trampolim de 1 m
  • trampolim de 3 m
  • plataforma
Apenas as duas últimas, porém, serão disputadas no Pan do Rio de Janeiro. Além disso, as competições podem ser individuais ou sincronizadas. No último caso, dois atletas saltam juntos e devem realizar movimentos idênticos, podendo perder pontos caso isso não aconteça.

A diferença básica do trampolim para a plataforma é a rigidez da segunda em relação à primeira, que tem base flexível. Todas as provas são avaliadas da mesma maneira.

Em uma competição, os homens saltam seis vezes, enquanto as mulheres pulam na água em cinco oportunidades. Todos os competidores são avaliados do momento em que saltam da base até o instante em que a última parte do corpo desaparece dentro da piscina.

Os juízes, que não conversam entre si, divulgam notas de 0 a 10 imediatamente após o fim do salto. São descartadas a pior e a melhor nota de cada atleta e, feita a somatória, é decidido o campeão do torneio.

Antes da competição, todos os atletas devem apresentar aos juízes, até 24 h antes da prova, uma lista com todos os saltos que irão realizar. Caso o competidor não cumpra o previsto, sua nota será 0.

Local, táticas e equipamentos


Local

Os saltos ornamentais são praticados em uma torre de concreto, que normalmente acaba na altura da plataforma de salto, e que pode estar em locais fechados ou abertos. À frente desta construção fica a piscina, que deve ter, no mínimo, 5 m de profundidade para evitar acidentes. Além disso, a água precisa estar sempre em movimento para que os atletas a enxerguem.

Existem três tipos de base para mergulhos. A que fica no ponto mais alto da torre é a plataforma, que deve ter 6 m de comprimento por 2,6 m de largura e precisa estar situada a 10 m da superfície da piscina. A prancha deve ser coberta com material antiderrapante. Já o trampolim deve ser feito de alumínio, com 50 cm de largura e 4,8 m de comprimento. Precisa estar a 1 m ou 3 m acima da piscina, dependendo da prova em disputa.

Táticas

Os juízes avaliam os movimentos dos atletas de acordo com a beleza, a técnica, a graça e o estilo dos competidores. Por isso, é importante que o atleta escolha bem o salto que irá fazer, pois um erro pode comprometer toda a pontuação da competição. Segundo consta, existem cerca de 80 manobras diferentes possíveis na modalidade.

Os saltos mais comuns do esporte são o twist e o mortal. No primeiro, o atleta faz um giro em torno dele mesmo na horizontal, enquanto no mortal o giro acontece na vertical. Esses dois saltos básicos podem ser variados, sendo apresentados no sentido inverso e com as pernas esticadas ou dobradas.

Nesse aspecto, os saltos ornamentais se assemelham muito com a ginástica artística, na qual a repetição de um mesmo exercício é importante para a assimilação do movimento. Além disso, é necessário um bom preparo físico para praticar o esporte, já que o impacto com a água é forte o suficiente para machucar um atleta.

Equipamentos

O atleta de saltos ornamentais usa apenas uma sunga de mergulho (para os homens) ou um maiô (para as mulheres) como uniforme. Nem mesmo óculos são utilizados, pois podem causar lesões nos saltadores no momento do impacto.

Fonte: esporte.hsw
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